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Os versos escritos por 28 estudantes do 6º ano da Escola Professora Ana Silva, em Itagi, região da RIOL 1, deram o tom da celebração que marcou, na última segunda-feira (01), o encerramento do projeto Biomas da Nossa Terra, realizado pela BAMIN em parceria com o CIEDS. Depois de quatro oficinas dedicadas à educação ambiental e à literatura de cordel em maio, os jovens apresentaram suas produções autorais diante de uma plateia formada por familiares, professores e representantes da comunidade.

A programação deu visibilidade ao percurso desenvolvido pelo projeto em um total de 14 horas de formação com estudantes de 11 a 15 anos. Durante as oficinas, a turma explorou os biomas brasileiros, com atenção especial às paisagens e características presentes na Bahia, refletindo sobre biodiversidade, conservação e a relação das comunidades com o território.

Ao longo do processo, os estudantes pesquisaram características dos biomas brasileiros, debateram questões ambientais e transformaram as reflexões em textos poéticos. A partir daí, a natureza ganhou versos e nasceram os cordéis apresentados no evento, revelando diferentes formas de olhar para o meio ambiente.

Em rimas construídas pelos próprios estudantes, surgiram referências à Caatinga, às nascentes, aos animais nativos e aos desafios relacionados à preservação dos recursos naturais. O conteúdo trabalhado nas oficinas encontrou na poesia popular uma linguagem acessível e próxima da realidade dos participantes em uma metodologia baseada na educação ambiental crítica e participativa.

Escola aberta à comunidade

O encerramento do ciclo teve clima de festa cultural. A cada apresentação, os estudantes demonstravam segurança ao compartilhar os textos produzidos durante as oficinas. Entre declamações, músicas e intervenções teatrais, o público acompanhou uma sequência de atividades construída pelos próprios participantes. A presença das famílias deu um significado especial ao evento. Pais, mães e responsáveis puderam acompanhar de perto o resultado de semanas de dedicação dos estudantes, fortalecendo o vínculo entre escola e comunidade.

Para o professor das oficinas do Biomas da Nossa Terra, Jean Sarmento, a experiência evidenciou o potencial da arte como instrumento de aprendizagem e reflexão. “Foi gratificante acompanhar momentos de aprendizado, troca de conhecimentos e valorização da nossa cultura por meio da literatura de cordel. Os estudantes abraçaram a proposta com entusiasmo e produziram trabalhos que demonstram sensibilidade e compreensão sobre a importância dos nossos biomas”, avalia.

O educador destaca que o envolvimento dos alunos foi perceptível desde os primeiros encontros. Segundo ele, a combinação entre conteúdo ambiental e manifestações culturais contribuiu para despertar interesse e participação ao longo de todo o processo.

Cultura popular como ferramenta educativa

A iniciativa da BAMIN demonstrou que temas relacionados à sustentabilidade podem ser abordados por caminhos diversos, capazes de despertar identificação e engajamento. Em vez de restringir o debate ambiental a conceitos técnicos, as oficinas estimularam os estudantes a interpretar o mundo ao seu redor e expressar suas percepções por meio da arte.

Ao escrever sobre os biomas, a fauna, a vegetação e as características do território, os participantes passaram a observar elementos muitas vezes presentes em seu cotidiano sob uma nova perspectiva, como pertencentes a essa realidade.

Ao final da celebração, o coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ramon Chaloub, destacou o significado da experiência para as comunidades envolvidas. “Testemunhar a tradição, a natureza e a voz desses estudantes se entrelaçando de forma tão genuína nos dá a certeza de que estamos contribuindo para a formação de uma nova geração comprometida com a valorização do território e dos recursos naturais”..

A Semana do Meio Ambiente foi marcada por ações de educação ambiental e mobilização comunitária na região da Mina Pedra de Ferro. Em Licínio de Almeida e Caetité, iniciativas desenvolvidas por projetos da BAMIN, com a execução da Terceiro Setor, promoveram atividades voltadas à preservação da biodiversidade, à reciclagem e ao engajamento da população por meio de práticas sustentáveis.

Na última terça-feira (2), o Grupo Abelhas Nativas de Licínio de Almeida, vinculado à Coopmel e apoiado pelo Projeto Transformar, promoveu uma programação especial no meliponário da comunidade Brejo Fazenda Tabuleiro. A atividade, em parceria com a prefeitura da cidade, reuniu cerca de 250 participantes, entre estudantes, educadores, representantes de comunidades rurais e parceiros institucionais. Na ocasião, foram distribuídas gratuitamente mais de 300 mudas doadas pelo viveiro do Centro de Conservação da BAMIN, estimulando a recuperação de áreas verdes e a conservação dos recursos naturais da região.

A programação foi dividida em dois momentos. Durante a manhã, o meliponário recebeu estudantes da Escola Estadual Duque de Caxias e da Escola Família Agrícola de Licínio de Almeida (EFA). Já no período da tarde, participaram alunos da Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas (EPJAI), além de moradores de comunidades vizinhas, parceiros e demais visitantes interessados na temática ambiental.

Para a coordenadora do EPJAI, Ana Carolina Silva, a visita foi uma tarde especial de aprendizado, conscientização e encantamento com a natureza. “Tivemos a oportunidade de conhecer mais sobre a importância das abelhas sem ferrão para o meio ambiente, sua organização e seu papel fundamental na preservação da vida. Foi um momento enriquecedor, repleto de conhecimento, troca de experiências e conexão com a natureza, fortalecendo ainda mais nosso olhar para o cuidado e o respeito ao meio ambiente”, destacou.

Ação da Coopercicli

Já na manhã da quarta-feira (3), a Coopercicli, apoiada pelo projeto Circuito do Lixo da BAMIN, realizou uma ação na feira livre de Caetité em parceria com a Prefeitura Municipal. A iniciativa levou orientações sobre coleta seletiva e destinação correta de resíduos, além de promover a troca de garrafas plásticas por mudas provenientes do viveiro da BAMIN.

A programação também contou com jogos educativos voltados para diferentes faixas etárias, aproximando crianças, jovens e adultos de temas relacionados ao consumo consciente e ao cuidado com o meio ambiente. Ao ocupar um dos espaços mais movimentados da cidade, a ação buscou estimular práticas sustentáveis no dia a dia e ampliar o diálogo com a população sobre a importância da reciclagem e da redução de resíduos.

“Essas ações reforçam a importância de envolver as comunidades na preservação ambiental e de estimular práticas sustentáveis no dia a dia. Acreditamos que a educação ambiental e o cuidado com os recursos naturais geram resultados concretos quando são construídos de forma coletiva”, destacou a coordenadora de Relações com as Comunidades da BAMIN,  Ana Paula Dias.

 

  A BAMIN realizou, na comunidade de Serra Grande, a ação “Dinâmica da Fauna Silvestre”, iniciativa voltada à conscientização ambiental e ao fortalecimento da conexão dos estudantes com a biodiversidade marinha da região. A atividade contemplou cerca de 100 alunos do Ensino Fundamental da Escola Municipal de Serra Grande, que participaram de palestras educativas e de uma exposição de animais marinhos, em uma experiência interativa sobre preservação ambiental e convivência responsável com a fauna silvestre.

Durante a programação, os estudantes puderam ampliar os conhecimentos sobre biodiversidade oceânica, conservação dos ecossistemas e a importância de atitudes conscientes para reduzir impactos ambientais. A receptividade e o engajamento dos jovens chamaram a atenção da equipe responsável pela atividade, que destacou o interesse e a participação ativa dos alunos ao longo das ações propostas.

A iniciativa foi realizada por meio do Programa de Educação Ambiental com Comunidades (PEACOM), em sinergia com o Programa de Compensação para a Atividade Pesqueira (PCAP), reforçando o compromisso da BAMIN com o desenvolvimento de ações socioambientais permanentes junto às comunidades onde atua. A proposta busca estimular, desde cedo, a conscientização ambiental e contribuir para a formação de cidadãos mais comprometidos com a preservação do meio ambiente.

“O envolvimento e a curiosidade demonstrados pelos estudantes durante toda a atividade fortalecem a importância de promover ações educativas voltadas à preservação ambiental. Acreditamos que iniciativas como essa fortalecem a conexão das comunidades com o território onde vivem e contribuem para a formação de novas gerações mais conscientes e engajadas com a conservação da biodiversidade”, destacou Ramon Chalhoub, coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN.

 A BAMIN iniciou, em maio, a primeira campanha de monitoramento de fauna de 2026 nas proximidades da Mina Pedra de Ferro, localizada no município de Caetité. A ação dá continuidade a um programa executado desde o início da operação da mina e integra as condicionantes previstas no processo de licenciamento ambiental, reforçando o compromisso da empresa com a gestão responsável da biodiversidade.

O trabalho é conduzido por uma equipe multidisciplinar formada por biólogos, veterinários, engenheiros e auxiliares de campo. O monitoramento contempla diferentes grupos da fauna nativa, incluindo anfíbios, répteis, mamíferos e aves, por meio de metodologias específicas, como buscas ativas em campo, instalação de armadilhas e registros fotográficos e acústicos.

Segundo dados acumulados ao longo das campanhas já realizadas, o programa registrou 30 espécies de anfíbios, 52 espécies de répteis, 43 espécies de mamíferos e 198 espécies de aves. O levantamento evidencia a diversidade biológica da região, situada em uma área de transição entre biomas, característica que favorece a ocorrência de diferentes espécies.

Além das atividades de campo, o programa inclui entrevistas estruturadas com moradores de 12 comunidades próximas à mina. As conversas são realizadas em conjunto com a equipe de Relacionamento com Comunidades da BAMIN e buscam integrar o conhecimento local às informações técnicas levantadas pelos especialistas.

Do ponto de vista técnico, é importante destacar que os resultados refletem o esforço amostral acumulado ao longo dos anos, não representando necessariamente variações populacionais diretas, mas sim o avanço contínuo do conhecimento sobre a fauna local.

Desde o início do monitoramento, mais de 14 mil indivíduos da fauna nativa já foram registrados, considerando todos os grupos amostrados. As informações reunidas ao longo dos anos ajudam a consolidar uma base de dados sobre a biodiversidade local e subsidiam o acompanhamento ambiental das atividades minerárias.

“A continuidade das campanhas ao longo de 2026 permitirá aprofundar esse diagnóstico, identificar tendências ecológicas e subsidiar medidas de conservação, garantindo que a operação siga alinhada às melhores práticas ambientais e a uma atuação cada vez mais sustentável”, afirma a coordenadora de Meio Ambiente da BAMIN, Marcela Dias.

 

A BAMIN promoveu, na noite da última segunda-feira (25), um workshop para estudantes da primeira turma do Curso Técnico de Mineração do Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Navarro de Brito, em Jequié. Realizado por meio do Trilhos do Desenvolvimento, o encontro reuniu 25 alunos para uma discussão sobre mercado de trabalho, funcionamento de minas, processos de extração mineral e perspectivas profissionais ligadas à expansão da mineração e da logística ferroviária na região do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1).

O encontro promovido pela equipe da BAMIN funcionou como uma aproximação entre o ambiente escolar e o setor que deve crescer no interior do estado nos próximos anos. Na ocasião, os estudantes aprenderam sobre cadeia produtiva mineral, licenciamento, operação de minas, controle de qualidade e possibilidades de atuação profissional.

O workshop, com duração de cerca de duas horas, foi conduzido pela coordenadora de Geologia e Controle de Qualidade da Mina Pedra de Ferro, Marta Ormond, e pelo coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub. Ao longo da atividade, os alunos esclareceram dúvidas sobre rotina de trabalho, formação acadêmica, salários, segurança operacional e perspectivas de contratação na região.

Entre os participantes estava o estudante Yan Assis Lozado, de 30 anos, que vê no curso uma possibilidade de reposicionamento profissional. Para ele, o workshop realizado pela BAMIN ajudou a ampliar a percepção sobre as diferentes áreas ligadas à mineração. “Com o depoimento dos profissionais e suas carreiras, podemos ver que a mineração é uma área muito rica para várias vertentes profissionais, o que nos dá muitas opções para trilharmos caminhos diversos na profissão”.

Formação e mercado

Para a coordenadora pedagógica do Colégio Estadual Luiz Navarro de Brito, Natalia Keller Trajber, a presença de profissionais que atuam diretamente no setor chamou a atenção dos estudantes por trazer situações concretas para dentro da sala de aula. Segundo a educadora, para muitos dos alunos, o contato com a mineração ainda estava restrito ao conteúdo introdutório do primeiro semestre.

“Foi um momento importante para entender qual é o profissional que eles estão começando a se preparar para ser. Esse encontro diminui a distância entre sala de aula e as exigências do mercado. Os alunos conseguem visualizar possibilidades reais de atuação e começam a construir relações dentro desse ecossistema profissional”, avalia Natália.

Para Marta Ormond, esse workshop realizado pela BAMIN ilustra um modelo em que empresas participam da formação profissional não apenas como futuras contratantes, mas como agentes que ajudam a aproximar estudantes das exigências técnicas do mercado. “Foi uma grande honra, pois tive a oportunidade de demonstrar a relevância do potencial da mineração para a economia, tecnologia, inovação, transição energética e o desenvolvimento da sociedade como um todo”, afirma.

A Ramon Chalhoub saltou aos olhos o entusiasmo da turma. “Encontramos alunos extremamente interessados e participativos. Foi uma troca com muitas perguntas e discussões sobre o setor mineral e as oportunidades da região. Ao final, fomos surpreendidos por aplausos de pé, o que mostra o envolvimento dessa primeira turma”, observa.

Fortalecimento do empreendedorismo local

O workshop também foi uma oportunidade para o fortalecimento do empreendedorismo local. É que o coffee break da ocasião foi elaborado pela empresa da técnica em gastronomia Tailane Felicio, de 29 anos. Desde 2024, a empreendedora participa de iniciativas da BAMIN como a RIOLESC, o Biomas da Nossa Terra e o próprio Trilhos do Desenvolvimento.

“Participar como fornecedora de alimentos em um projeto voltado para alunos foi uma experiência muito especial e significativa para mim. Poder contribuir com meu trabalho em um evento tão importante para o desenvolvimento e incentivo dos estudantes foi motivo de muita gratidão e orgulho”, comemora.

Com o compromisso contínuo de promover um ambiente cada vez mais seguro e consciente, a BAMIN realizou uma série de ações em alusão ao Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito. A campanha teve como principal objetivo reforçar a importância da segurança no trânsito, incentivando atitudes mais responsáveis e preventivas entre colaboradores e parceiros da companhia.

Coordenadas pela área de Saúde e Segurança do Trabalho (SSO), com apoio das equipes de Comunicação da empresa e contratadas, as atividades buscaram estimular a reflexão sobre o papel de cada pessoa na construção de um trânsito mais seguro. A iniciativa também reforçou a mensagem da campanha nacional de 2026: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

Ao longo da programação, os colaboradores participaram de palestras educativas conduzidas por especialistas e representantes de órgãos como Superintendência de Trânsito e Transporte (Sutran), Polícia Rodoviária e Polícia Militar. Durante os encontros, foram abordados temas relacionados à direção segura, direção defensiva, causas de acidentes e responsabilidade individual no trânsito.

Além das palestras, a campanha contou com dinâmicas interativas que ajudaram a traduzir, de forma prática, os riscos presentes no dia a dia do trânsito. Entre elas, a dinâmica do Jenga chamou atenção ao demonstrar que acidentes raramente acontecem por um único fator isolado, mas sim como consequência de pequenas falhas acumuladas. Já a atividade da torre de copos trabalhou aspectos como foco, coordenação motora e os impactos do estresse e do cansaço na capacidade de reação.

Outra dinâmica, realizada com caminhada entre cones e olhos vendados, reforçou a importância da sinalização e da comunicação no trânsito, evidenciando como motoristas dependem das orientações e regras para conduzir com segurança.

De acordo com Alexandre Umemura, gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da BAMIN, promover debates sobre segurança viária dentro do ambiente corporativo é uma forma de ampliar o cuidado com as pessoas para além das operações da empresa. “A segurança no trânsito é uma responsabilidade coletiva e faz parte da rotina de todos nós. As ações do Maio Amarelo reforçam a importância de escolhas conscientes e da adoção de comportamentos seguros, contribuindo para a preservação da vida dos colaboradores, de suas famílias e de toda a sociedade”, destacou Umemura.

As ações tiveram participação ativa dos colaboradores, que se engajaram nas palestras, DDS e dinâmicas propostas ao longo da campanha. A expectativa da companhia é que a conscientização gerada durante o Maio Amarelo fortaleça ainda mais a cultura de segurança e responsabilidade, refletindo em atitudes preventivas dentro e fora do ambiente de trabalho.

 

 

 

Durante o mês de maio, marcado nacionalmente pela campanha Maio Laranja de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, a BAMIN intensificou sua atuação na região do Porto Sul com uma série de ações de conscientização, educação e mobilização social. As iniciativas envolveram trabalhadores, comunidades do entorno do empreendimento, instituições públicas, lideranças comunitárias e profissionais da rede de proteção, reforçando o compromisso da companhia com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Entre as atividades realizadas esteve a promoção de Diálogos Semanais de Segurança (DSS) com colaboradores da BAMIN e empresas terceirizadas, abordando o tema do combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação contou com a participação da assistente social Adriana Paula Montenegro Cintra, especialista em Saúde Pública e Direito Previdenciário, que atua na coordenação da Unidade de Acolhimento Renascer e no Hospital Costa do Cacau. A programação também incluiu participação no Seminário de Sexualidade da Escola de Sambaituba, em Ilhéus, reunindo adolescentes, professores, gestores e funcionários da unidade escolar para debates sobre prevenção de violências, saúde sexual, autoestima e autocuidado.

As equipes da companhia também realizaram ações porta a porta em comunidades de áreas próximas do Porto, incluindo comunidades tradicionais, levando informações sobre a campanha Faça Bonito e distribuindo materiais educativos. Outro destaque foi a participação da empresa em audiência pública na Câmara de Vereadores de Ilhéus com o tema “Proteção de Crianças e Adolescentes: Responsabilidade de Todos”, ocasião em que foram lançados programas municipais voltados à proteção da infância e adolescência, como o “Ilhéus Protege – Rede Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente”, além da criação do Selo Empresa Amiga da Infância e da posse do Observatório Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente.

A programação do mês ainda contemplou rodas de conversa com integrantes do Programa de Reassentamento sobre prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes, além da participação da BAMIN na Caminhada Faça Bonito, realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Na ocasião, a companhia distribuiu panfletos bilíngues sobre a campanha. As mobilizações também serão ampliadas para equipamentos turísticos estratégicos, como rodoviária, porto, aeroporto, hotéis, pousadas, restaurantes, táxis e cabanas de praia da região.

As ações integram o Programa de Prevenção à Exploração Sexual, vinculado ao Plano Básico Ambiental do licenciamento do Porto Sul, e são desenvolvidas em parceria com instituições como o Conselho Tutelar, CREAS, CRAS, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Promoção Social, Observatório contra a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, sindicatos, associações comunitárias e lideranças locais.

Para a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo, a continuidade das ações é fundamental para fortalecer a rede de proteção nas comunidades. “Manter iniciativas contínuas de educação e prevenção é essencial para romper ciclos de violência e transformar moradores em agentes de proteção. Nosso objetivo é fortalecer uma rede coletiva de prevenção, monitoramento e cuidado, envolvendo instituições, famílias, lideranças comunitárias e toda a sociedade na defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.

 

 

 

A mobilização em defesa da infância e da adolescência ganhou as ruas de Caetité na última segunda-feira (18), durante a realização da 3ª Caminhada Faça Bonito, promovida em alusão à campanha nacional de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. A iniciativa contou com o apoio da BAMIN, por meio do Programa de Comunicação Social, e reuniu centenas de participantes em um ato coletivo de conscientização, prevenção e incentivo à denúncia.

A programação teve início às 8h, na Praça da Catedral, onde estudantes, educadores, representantes de instituições e moradores acompanharam a apresentação da peça educativa “Semáforo do Toque”. De forma lúdica e interativa, a atividade abordou a importância da proteção do corpo, dos limites e da identificação de situações de violência. Em seguida, os participantes seguiram em caminhada até o Parque das Árvores, levando mensagens de conscientização e defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Ao todo, cerca de 300 pessoas participaram diretamente da ação.

Parceira ativa das iniciativas desenvolvidas no município, a BAMIN vem contribuindo para o fortalecimento da rede de proteção à infância por meio do apoio a atividades educativas e de sensibilização realizadas em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social de Caetité.

Entre as ações incentivadas pela empresa estão a produção e disseminação de materiais informativos voltados ao combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil. “Acreditamos que a transformação social também passa pelo cuidado com as crianças e adolescentes. Apoiar ações de conscientização e fortalecimento da rede de proteção é contribuir para a construção de uma sociedade mais segura, humana e preparada para enfrentar qualquer tipo de violência contra a infância”, afirmou o diretor de Sustentabilidade da BAMIN, Marcelo Dultra.

 

 

A valorização dos saberes ancestrais e o fortalecimento da sustentabilidade estiveram no centro da ação “Implantação de Sistema Agroflorestal para recuperação de área”, realizada na Aldeia Abaeté, localizada no território indígena Tupinambá de Olivença, em Ilhéus. Promovida pelo Programa de Comunicação e Interação Social do Porto Sul, a atividade integra a segunda etapa do projeto “Intercâmbio de Saberes Ancestrais” e reuniu moradores da comunidade em torno de práticas de cultivo sustentável e preservação ambiental.

Conduzida pela herbalista e espagirista Jean Carla, a oficina envolveu a criação de canteiros e hortas, além do plantio de árvores nativas e espécies frutíferas, como a bananeira, utilizando técnicas agroflorestais. Também foram inseridas plantas ornamentais e flores que contribuem para o equilíbrio do ecossistema local. A atividade contou com a participação da Cacica Fia e dos moradores da aldeia, que acompanharam todas as etapas do plantio e receberam orientações sobre manejo agrícola e cultivo sustentável.

Mais do que uma ação ambiental, a iniciativa promoveu o resgate de conhecimentos tradicionais relacionados ao uso medicinal e fitoterápico das plantas, conectando a prática da espagiria aos saberes ancestrais indígenas. O sistema agroflorestal implantado busca ampliar a segurança alimentar da comunidade, contribuir para a regeneração do solo e fortalecer a autonomia do povo Tupinambá por meio de práticas sustentáveis e alinhadas à preservação cultural.

Após a implantação, a própria comunidade ficará responsável pelo cuidado da estrutura verde, que deverá produzir frutos nos próximos meses e se consolidar como um espaço permanente de aprendizado sobre cultivo, manejo agrícola e preservação ambiental.

De acordo com o coordenador de relacionamento com comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub, essa ação representa o compromisso da BAMIN e do Programa de Comunicação e Interação Social do Porto Sul com a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento das comunidades do território. “O intercâmbio de conhecimentos realizado na Aldeia Abaeté une sustentabilidade, segurança alimentar e preservação cultural, respeitando a autonomia do povo Tupinambá e incentivando práticas que promovem regeneração ambiental e desenvolvimento social”, afirma.

 Com uma proposta que une educação ambiental, cultura popular e produção literária, a BAMIN iniciou as oficinas do projeto Biomas da Nossa Terra em escolas localizadas na região dos quatro lotes do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1). Em 2026, o projeto chega à terceira edição com o tema “Poesia Trilhada”, utilizando a literatura de cordel para estimular estudantes de 11 a 15 anos a refletirem sobre a preservação da Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado.

A iniciativa propõe atividades educativas voltadas à relação entre os biomas brasileiros presentes na Bahia e as manifestações culturais das cidades ligadas à FIOL 1. As oficinas abordam meio ambiente, paisagem, fauna, flora, modos de vida e tradições culturais, com foco na produção de cordéis.

As oficinas já foram realizadas no município de Japumirim, no Lote 1, com atividades na Escola Antônio Imbassahy; em Lagoa Real, no Lote 4, na Escola Municipal Natalino de Oliveira Lima; na Escola Municipal Ana Silva, em Itagi, no Lote 2; e na Escola Municipal de Santa Luzia, em Contendas do Sincorá, localizada no Lote 3 da ferrovia.

Ao longo de maio, serão realizadas mais três oficinas em cada lote da ferrovia. Os estudantes vão participar de rodas de conversa, atividades de escuta, apresentações sobre os biomas e introdução à literatura de cordel. Ao final das atividades, os jovens produzirão textos autorais com apoio técnico e pedagógico.

O encerramento do projeto vai ser no início de junho com o “Sarau dos Biomas” e apresentações das produções literárias dos participantes das oficinas. Os textos também integrarão a coletânea “Poesia Trilhada”.

“A iniciativa mostra como a literatura pode estimular participação, criatividade e interesse pelos temas ambientais. É uma oportunidade de dar visibilidade às produções dos jovens e incentivar a expressão cultural dentro das escolas”, destacou o coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub.

 

Celebrado em 17 de maio, o Dia Mundial da Reciclagem fortalece a importância de práticas sustentáveis capazes de reduzir impactos ambientais e promover a transformação social. Nas áreas de atuação da BAMIN, iniciativas socioambientais e educacionais desenvolvidas junto às comunidades próximas ao Porto Sul, à FIOL e à Mina Pedra de Ferro vêm incentivando o reaproveitamento de materiais, a geração de renda e o fortalecimento do empreendedorismo local. Mais do que estimular a consciência ambiental, os programas apoiados pela empresa têm ajudado artesãos e trabalhadores a encontrarem novas perspectivas de vida por meio da reciclagem.

Entre essas histórias está a da artesã Margareth Vieira Pimentel, de 61 anos, moradora da região do Porto Sul. O que começou como uma forma de ocupar o tempo durante um período delicado da vida se transformou em profissão e fonte de renda. Utilizando garrafas de vidro de cerveja, vinho e frascos de esmalte vazios como matéria-prima, Margareth cria peças decorativas revestidas em biscuit, inspiradas em figuras culturais brasileiras, como as baianas e personagens populares, a exemplo de Lampião e Maria Bonita.

A trajetória ganhou novos rumos quando o trabalho dela chegou até a equipe da BAMIN, ainda no período pós-pandemia da Covid-19. A partir daí, Margareth passou a ministrar oficinas nas comunidades da região do Porto Sul, ensinando técnicas de reaproveitamento de garrafas e compartilhando sua experiência de vida. O contato também abriu portas para sua participação na Incubadora Porto Sul, implementada pela empresa em parceria com o ISUS, iniciativa que ela define como um divisor de águas. “Fomos acolhidas, incentivadas a empreender e tivemos acesso a capacitações e consultorias que talvez nunca conseguíssemos pagar. Cresci muito como artesã e empreendedora”, afirma.

Para ela, o impacto da reciclagem vai além da geração de renda. “Cada peça produzida ajuda a criar consciência ambiental. Quem compra também participa desse cuidado com o meio ambiente”, destaca Margareth, que hoje se diz orgulhosa de fazer parte da “família BAMIN”.

No município de Pindaí, região da Mina Pedra de Ferro, a artesã Eva Carvalho Santos Barbosa, de 58 anos, carrega no trabalho uma tradição familiar passada entre gerações. Utilizando fibras vegetais de milho, bananeira e taboa, Eva aprendeu ainda na infância as técnicas artesanais observando o pai produzir chapéus, esteiras e jacás. A atividade, que nasceu dentro de casa, tornou-se sua principal profissão.

A participação no Programa Transformar, apoiado pela BAMIN, trouxe novas possibilidades para o negócio. Segundo Eva, os cursos de capacitação ajudaram no aperfeiçoamento das peças e fortaleceram a comercialização dos produtos. “Passei a ter mais confiança no meu trabalho, aumentei a renda da minha família e comecei a ser reconhecida como referência no artesanato”, conta. Hoje, ela participa de feiras regionais e possui clientes em diferentes cidades.

Eva também destaca a importância de romper preconceitos históricos em torno do artesanato. “Muita gente ainda pensa que ser artesão é coisa do passado. Hoje eu digo com orgulho: minha profissão é artesã”, afirma. Para ela, reciclar é um ato de transformação e preservação. “É a partir dessa transformação que nasce a beleza de criar e a esperança de um futuro com um planeta mais limpo”.

Já nas proximidades da FIOL, o artesão Jailson Matos Santos, de 39 anos, encontrou na reutilização de canos de PVC uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. Inspirado pelo irmão, que trabalha há mais de uma década produzindo luminárias artesanais, Jailson começou a enxergar na arte uma forma de expressão e aprendizado. “A vida é feita de detalhes, assim como cada luminária”, resume.

A participação na Rede de Integração Oeste-Leste de Economia Solidária e Circular (RIOLESC) foi fundamental para fortalecer o negócio. Jailson destaca que as capacitações ajudaram principalmente na gestão e na precificação dos produtos, além de melhorar sua abordagem com os clientes. Mas o principal impacto, segundo ele, foi na autoestima. “Foi a primeira vez que participei de um curso voltado para minha área de atuação. Estar ao lado de outras pessoas buscando crescimento também me motivou muito”.

No Dia Mundial da Reciclagem, Jailson acredita que a data representa a valorização da arte e da transformação social. “É através da reciclagem que surgem muitas artes, e essas artes nos transformam e fazem da gente pessoas melhores”.

“As histórias de Margareth, Eva e Jailson mostram que reciclar vai além do reaproveitamento de materiais. É também uma ferramenta de inclusão social, geração de renda, valorização cultural e fortalecimento comunitário”, analisa a coordenadora de Relações com as Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias. Ela ainda acrescenta que nas regiões onde a BAMIN atua, iniciativas voltadas para sustentabilidade e empreendedorismo seguem ajudando a transformar resíduos em oportunidades e talentos em novos caminhos de vida.

Na região de Caetité, em comunidades próximas da Mina Pedra de Ferro, associações e grupos produtivos apoiados por projetos desenvolvidos pela BAMIN vêm ampliando a atuação conjunta e criando uma rede de cooperação entre iniciativas que antes atuavam de forma isolada. O movimento já resulta em aumento de produtividade e encomendas, melhor organização do trabalho e surgimento de parcerias comerciais entre as próprias entidades apoiadas.

Um dos exemplos mais recentes ocorreu no último mês de março, quando a Associação das Mulheres Produtoras de Guirapá e Adjacências (AMPGA) e o grupo de artesanato Mãos que Bordam, ambos assessorados do Projeto Transformar da BAMIN, se uniram para atender a uma demanda institucional da Rede Recicla Sertão. A parceria resultou na produção de 136 conjuntos de uniformes, entre camisas e calças.

A Rede Recicla Sertão reúne cinco cooperativas de coleta de resíduos recicláveis. Duas delas, a Coopercicli e a ASCALIN, recebem apoio do Projeto Circuito do Lixo da BAMIN. Em maio de 2025, a AMPGA já havia confeccionado uniformes destinados às duas cooperativas.

No mesmo período, a Associação das Mulheres Produtoras de Guirapá e Adjacências também tinha produzido as peças utilizadas por outra entidade apoiada pelo Projeto Tranformar, a COOPMEL, durante as atividades de assistência técnica realizadas junto aos meliponicultores locais.

Meses depois, em setembro, a AMPGA voltou a atender outra demanda ligada aos grupos apoiados pela BAMIN. Desta vez, confeccionou as camisas usadas pelo Grupo Abelhas Nativas de Licínio de Almeida durante a participação no Simpósio de Meliponicultura dos Biomas, em Vitória da Conquista. Na ocasião, o grupo conquistou o prêmio de melhor mel do Brasil.

Além da geração de renda, os encontros entre os grupos e associações vêm contribuindo para aprimorar processos internos, ampliar o planejamento das atividades e incentivar a organização coletiva, como explica a coordenadora de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias. “A troca de experiências entre costureiras, catadores, artesãos e produtores rurais também passou a ajudar na busca de soluções para desafios comuns, como prazos de entrega, divisão de tarefas e acesso a novos mercados”, afirma a gestora.

Para Ana Paula, o fortalecimento da rede de cooperação vem estimulando a circulação de recursos entre as próprias entidades apoiadas. “É um sistema que vem ampliando oportunidades econômicas e criando condições para continuidade das atividades desenvolvidas pelos grupos produtivos da região”, complementa.

 

Sobre o Projeto Transformar

O Projeto Transformar, desenvolvido pela BAMIN e executado pela empresa 3º Setor, apoia associações e grupos produtivos em comunidades próximas da Mina Pedra de Ferro por meio de capacitações, assistência técnica e incentivo à organização produtiva. A iniciativa busca ampliar oportunidades de geração de renda, fortalecer o empreendedorismo local e apoiar a inserção dos grupos em novos mercados.

Sobre o Projeto Circuito do Lixo

O Projeto Circuito do Lixo, desenvolvido pela BAMIN em parceria com cooperativas e associações de catadores da região da Mina Pedra de Ferro, atua com coleta seletiva, reciclagem, compostagem e educação ambiental em municípios do interior da Bahia. A iniciativa oferece apoio técnico e estrutural às entidades participantes, contribuindo para geração de renda, melhoria das condições de trabalho e fortalecimento da gestão de resíduos sólidos nas comunidades atendidas.

 

 

A Associação de Mulheres de João Barroca e Adjacências, localizada no entorno do distrito de Brejinho das Ametistas, tem se destacado como uma referência de organização produtiva feminina na região da Mina Pedra de Ferro. Com apoio do Projeto Transformar, da BAMIN, executado pela empresa 3º Setor, o grupo reúne atualmente mulheres que encontraram na produção de alimentos uma alternativa de geração de renda e fortalecimento comunitário.

A iniciativa vem passando por um processo de expansão impulsionado pela diversificação dos produtos e pela qualificação das atividades produtivas. Mais de 90 horas de capacitações promovidas pelo Projeto Transformar contribuíram para aprimorar técnicas de produção de sequilhos finos, pizzas, bolos, salgados e confeitaria.

Com isso, a associação passou a atuar com um cardápio mais amplo e organizado, atendendo desde pequenas encomendas até demandas de maior porte, incluindo serviços de buffet, fornecimento de merenda escolar e, mais recentemente, a comercialização de produtos em supermercados do município.

“Esse avanço representa um passo importante para ampliar a presença dos produtos da associação no mercado, fortalecer a atuação do grupo e criar novas oportunidades de geração de renda para as mulheres envolvidas”, afirma a coordenadora de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias.

Com o crescimento da demanda e as limitações causadas pela baixa capacidade do principal equipamento utilizado na produção, o Projeto Transformar realizou a aquisição e entrega à entidade de um forno industrial. O investimento trouxe mais eficiência ao processo produtivo, ampliando a capacidade de fabricação e garantindo mais agilidade nas entregas. “Investir em estrutura é fundamental para que iniciativas como essa consigam crescer de forma sustentável, ampliar sua produção e acessar novos mercados com mais competitividade”, destaca Ana Paula.

O fortalecimento da estrutura produtiva também possibilitou a consolidação de parcerias estratégicas, como a desenvolvida com a Cooperativa Mista Agropecuária para o Desenvolvimento Auto-Sustentável da Agricultura Familiar (COOMADAC). A parceria é voltada à produção de biscoitos para atendimento de editais, chamadas públicas e contratos institucionais destinados ao fornecimento de merenda escolar.

“A ação representa um importante avanço para a geração de renda, fortalecimento do empreendedorismo feminino e ampliação das oportunidades de desenvolvimento socioeconômico da comunidade”, ressalta a coordenadora de  Relacionamento com Comunidades da BAMIN.

Os resultados já refletem diretamente na economia local e no fortalecimento da agricultura familiar. Em 2025, a unidade de João Barroca alcançou a produção de 1.332,5 kg de biscoito de polvilho salgado e 343 kg de biscoito de polvilho doce, demonstrando o crescimento da capacidade operacional e o potencial de expansão da iniciativa.

Para 2026, a expectativa é ainda maior, com previsão de produção de 3.273 kg de biscoito avoador a partir de um contrato já firmado. O volume previsto representa quase o dobro da produção atual e amplia as perspectivas de inclusão produtiva e fortalecimento econômico para as famílias participantes.

“Quando apoiamos iniciativas como essa, contribuímos para deixar um legado de desenvolvimento sustentável no território, estimulando autonomia, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida das comunidades”, conclui Ana Paula Dias.

 

 

A comunidade de Sambaituba recebeu uma iniciativa que uniu cultura, educação e expressão criativa por meio da Oficina de Capacitação em Audiovisual com a temática “Narrativas Negras em Movimento”. Promovida pela BAMIN, a ação teve como foco estimular o protagonismo juvenil e fortalecer a identidade cultural local, utilizando o audiovisual como ferramenta de construção de narrativas próprias.

Realizada com estudantes da Escola de Sambaituba, a oficina reuniu alunos do 9º ano, e participantes de regiões adjacentes que tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades criativas e explorar novas formas de comunicação. A proposta central foi incentivar os jovens a reconhecerem e valorizarem suas vivências e referências culturais, transformando suas histórias em conteúdos audiovisuais com identidade local. A condução da atividade ficou a cargo da comunicadora Larissa Paixão, integrante do Coletivo Audiovisual de Ilhéus, que trouxe sua experiência na área para orientar os participantes durante o processo de criação.

A escolha da temática “Narrativas Negras em Movimento” dialoga diretamente com a realidade de Sambaituba, reforçando a importância da visibilidade étnico-cultural e da valorização das memórias coletivas. Em territórios como esse, iniciativas que promovem a afirmação identitária contribuem para o fortalecimento cultural e para a preservação das raízes históricas da comunidade.

A oficina integra o Programa de Valorização da Cultura, iniciativa da BAMIN voltada ao fortalecimento do relacionamento com comunidades e ao incentivo de ações socioculturais que promovam educação e desenvolvimento social. Ao escolher Sambaituba como local da atividade, a empresa reafirma seu compromisso com a ampliação de oportunidades educativas e culturais em territórios da sua área de atuação.

Segundo o coordenador de relacionamento com comunidades da BAMIN, Ramon Chahoulb, a ação reflete o compromisso da empresa com a transformação social por meio da cultura. “A oficina de Narrativas Negras em Movimento é uma ferramenta importante para estimular o protagonismo dos jovens, permitindo que eles contem suas próprias histórias e valorizem suas origens. Acreditamos que, ao incentivar esse processo criativo, contribuímos para a formação de cidadãos mais críticos, conscientes e conectados com o seu território”, destacou.

Entre os resultados esperados, estão o desenvolvimento imediato de competências criativas e comunicacionais, além do fortalecimento da autoestima dos participantes. A longo prazo, a proposta é contribuir para a formação de jovens mais engajados, capazes de produzir novos olhares sobre o cotidiano e atuar como agentes de transformação em suas comunidades.

Mães empreendedoras transformam realidades com apoio de iniciativas da BAMIN

08/05/2026

Em homenagem ao Dia das Mães, celebrado no próximo domingo (10), o BAMIN em Ação apresenta três histórias de mulheres que conciliam a maternidade com a busca por autonomia financeira e oportunidades de crescimento nos territórios de atuação do Projeto Integrado Mina de Ferro.

São trajetórias como as de Edilene Alves, 37 anos, moradora de Caetité, na região da Mina Pedra de Ferro. Casada e mãe de três filhos – um rapaz de 18 anos e duas meninas de 16 e 11 -, ela encontrou na Coopercicli uma oportunidade de reconstruir a própria trajetória e garantir melhores condições para a família.

Apoiada pelo Projeto Circuito do Lixo da BAMIN, a Coopercicli é formada por 39 cooperados e atua há 17 anos na coleta, triagem e comercialização de resíduos sólidos, promovendo geração de renda, inclusão produtiva e sustentabilidade no sertão baiano.

Edilene entrou para a cooperativa em 2010, depois de anos trabalhando como diarista em casas de família. Foi presidente da entidade por dois mandatos seguidos, representando todos os cooperados com muita dedicação. Sempre buscando a melhoria para todos, era admirada pela força de vontade e determinação.

Atualmente integra o Conselho Fiscal da  cooperativa que a ajudou a mudar de profissão, dando-lhe também melhores perspectivas. Com o novo trabalho, voltou a estudar e concluiu o ensino médio, algo que parecia distante.

Até entrar na cooperativa, Edilene enfrentou dificuldades. “Hoje, meus filhos têm alimentação à mesa completa. Antes era mais difícil, com muita dificuldade, chegamos a passar fome”, lembra. A renda conquistada, somada à do esposo, ajudou a garantir dignidade no dia a dia da família.

Uma das conquistas mais simbólicas veio com o tempo. “Meu filho mais velho, quando completou 10 anos, me pediu uma bicicleta, mas eu não tinha. Graças ao trabalho na Coopercicli consegui me organizar para dar de presente no aniversário de 13 anos. Ele tem essa bicicleta até hoje”, recorda orgulhosa.

A estabilidade financeira também trouxe segurança habitacional. A família deixou o aluguel e conquistou a casa própria por meio do programa Minha Casa Minha Vida, viabilizada pela renda obtida na cooperativa. Segundo Edilene, a chegada do Circuito do Lixo facilitou. “Com a entrada da Coopercicli no projeto da BAMIN tudo melhorou”, resume.

Os planos para o futuro refletem uma realidade mais estável e cheia de possibilidades. Edilene pretende comprar um carro e iniciar uma faculdade em Segurança do Trabalho nos próximos anos. “A Coopercicli hoje representa dignidade, força, esperança para a vida de minha família”, conclui.

A história de Elania Borges

Em Jequié, município por onde passam os trilhos do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), a rotina da empreendedora Elania Borges dos Santos, de 35 anos, é dividida entre a administração da empresa Elania Brindes e Fardamentos e os cuidados com os dois filhos, de 8 e 4 anos. Apoiada pela RIOLESC, iniciativa da BAMIN, ela encontrou no empreendedorismo uma alternativa para ampliar a renda familiar sem abrir mão de acompanhar de perto o crescimento das crianças.

A trajetória da empresa começou há dez anos, de forma simples, na garagem da casa da mãe de Elania. Com dedicação e crescimento gradual da clientela, o negócio conquistou um espaço próprio e hoje funciona em uma loja anexa à residência da empreendedora. Costureira de profissão, ela atua na confecção de uniformes e brindes personalizados, atendendo desde pequenas encomendas até grandes pedidos para empresas, igrejas e congressos. O esposo, sócio na empresa, é responsável pelo design e desenvolvimento das artes.

Apesar da rotina intensa, a empresária destaca que a flexibilidade proporcionada pela atividade permite estar presente em momentos importantes da vida dos filhos. “Consigo participar das consultas médicas, das atividades escolares, das reuniões e apresentações. Isso é muito importante para mim”, afirma.

O contato com a RIOLESC aconteceu em 2025, quando ela forneceu camisas para ações promovidas pela rede. A experiência despertou o interesse em conhecer melhor a iniciativa e participar das capacitações oferecidas remotamente. Para Elania, o formato online também facilitou a organização da rotina familiar.

“Consigo me planejar com as atividades das crianças para participar das aulas. Isso ajuda muito na logística em casa e faz toda a diferença para quem precisa equilibrar trabalho, estudos e maternidade”, conta.

Ao longo da participação na RIOLESC, Elania afirma que aprimorou conhecimentos importantes para a gestão do empreendimento, especialmente na organização financeira, formação de preços e ampliação da rede de contatos. A experiência foi tão positiva que ela decidiu integrar a edição 2026 do projeto.

“O mercado está sempre mudando, então essa é uma oportunidade importante para buscar conhecimento e atualização”, destaca.

A experiência com as aulas remotas da RIOLESC também abriu novos horizontes pessoais e profissionais. Motivada pela boa adaptação ao ensino a distância, Elania iniciou, no segundo semestre de 2025, a graduação em Administração na modalidade de Ensino à Distância (EAD).

“Percebi que conseguia acompanhar bem as aulas online e isso me incentivou a buscar uma faculdade. Hoje estou cursando Administração”, afirma.

Ao falar sobre maternidade e empreendedorismo, Elania reconhece os desafios da dupla jornada, mas faz questão de incentivar outras mulheres a persistirem em seus objetivos. “É cansativo empreender e conciliar a maternidade, mas não podemos focar apenas no cansaço. Precisamos correr atrás dos nossos sonhos, com fé em Deus e determinação. Não desistam”, aconselha.

A trajetória de Cleide Oliveira

Na comunidade do Valão, na zona rural de Ilhéus, a rotina de Cleide Oliveira, de 46 anos, é dividida entre o empreendedorismo, os estudos, a atuação comunitária e a maternidade. Mãe de três filhos, um rapaz de 18 anos e duas adolescentes de 16 e 14, ela encontrou na produção de doces artesanais uma oportunidade de ampliar a renda da família.

Proprietária da marca Delícias da Cleide, a empreendedora produz geleias, cocadas, biscoitos e diversas guloseimas feitas com frutas orgânicas provenientes da agricultura familiar da fazenda do sogro. Embora as geleias sejam o principal produto da marca, Cleide conta que as cocadas costumam ser o grande destaque nas feiras e eventos. “É o que mais vende. Quando participo de eventos, não volta nada para casa”, conta, sorrindo.

A criação da marca aconteceu em 2024, a partir da participação de Cleide na incubadora social da BAMIN, iniciativa desenvolvida na região do Porto Sul para apoiar empreendedores locais. Apesar de já comercializar os produtos informalmente, foi a partir do projeto que o negócio ganhou estrutura mais profissional.

Com a incubadora teve acesso a ferramentas de marketing, gestão do negócio e orientação sobre precificação. “A assessoria do projeto impulsionou o nosso crescimento, ajudou a melhorar as vendas e abriu novas oportunidades. Já fui indicada até para fornecer produtos em eventos da BAMIN fora do estado”, afirma.

Além da atuação no empreendedorismo, Cleide também ocupa o cargo de vice-presidente da Associação dos Pequenos Produtores e Produtoras Rurais do Valão. Paralelamente, segue investindo na formação acadêmica. Atualmente cursa o sétimo semestre da graduação em Administração e já possui formação técnica em Agroindústria. Conciliar tantas atividades exige organização e persistência. “Sou uma pessoa que não desperdiça oportunidades. Quando elas aparecem, eu me agarro e sigo em frente”, destaca.

A decisão de retomar os estudos veio depois de anos dedicados à maternidade e à família. Cleide conta que teve o primeiro filho aos 27 anos e, durante muito tempo, deixou os projetos profissionais em segundo plano. Aos 39 anos decidiu mudar essa realidade. “Voltei a estudar. Fiz o curso técnico e depois entrei na faculdade. Como mãe, acredito que precisamos servir de exemplo para os nossos filhos. Eu queria conquistar uma formação acadêmica também por isso”, explica.

Segundo ela, o impacto dessa decisão já pode ser percebido dentro de casa. O filho mais velho atualmente também cursa uma graduação e acompanha de perto a trajetória da mãe empreendedora. “Hoje eles entendem que, mesmo que o mercado formal seja difícil, também é possível empreender e construir o próprio caminho. A incubadora foi importante para consolidar minha atividade de forma profissional”, afirma.

Ao falar sobre ser mãe, Cleide resume o sentimento em uma mensagem direcionada a outras mulheres. “A maternidade nos enriquece, porque nos ensina a compartilhar amor e ensinamentos para a vida”, conclui.

Foi lançada, na noite da última segunda-feira (27), em formato online, a edição 2026 da Rede de Integração Oeste-Leste de Economia Solidária e Circular (RIOLESC). Neste ano, o programa conta com 46 empreendedores inscritos, que participarão de uma jornada de formação voltada ao desenvolvimento e fortalecimento de iniciativas produtivas em seus territórios.

A RIOLESC é um projeto criado em 2023 pela BAMIN em parceria com o CIEDS, com foco no apoio a pequenos empreendedores nas regiões por onde passa a Ferrovia de Integração Oeste-Leste. A iniciativa oferece capacitação em gestão, apoio técnico e incentivo à comercialização, além de promover feiras regionais, com o objetivo de gerar renda e impulsionar o desenvolvimento econômico local. Desde a sua criação, já beneficiou mais de 150 empreendedores em diferentes municípios da Bahia.

A edição 2026 foi estruturada a partir de um processo de escuta ativa com os participantes. O levantamento identificou desafios, expectativas e oportunidades nos territórios. Com base nesse diagnóstico, foi definida uma trilha formativa alinhada às demandas dos empreendedores, com foco na aplicação prática dos conteúdos.

Os encontros formativos serão às segundas-feiras de maio e junho, das 18h30 às 20h30. As atividades incluem conteúdos voltados ao desenvolvimento de competências empreendedoras, espaços de troca de experiências e estímulo à construção coletiva de soluções aplicáveis aos negócios dos participantes.

A conclusão está prevista para 10 de julho, com a Feira RIOLESC, no município de Caetité. A etapa vai reunir os participantes que concluírem a formação, apresentando as iniciativas desenvolvidas ao longo do ciclo. Para o diretor de Sustentabilidade da BAMIN, Marcelo Dultra, a iniciativa reforça o papel da empresa no desenvolvimento regional. “A RIOLESC consolida o apoio à agricultura familiar, pesca, cultura popular e inovação, contribuindo para uma economia mais justa, circular e conectada aos territórios”, afirmou.

 

 

 

A Cooperativa dos Apicultores e Produtores Apícolas e Derivados da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Região do Rio Gavião e Serra Geral (COOPMEL), vem registrando um crescimento expressivo na produção de mel de abelhas nativas da espécie Jataí na Bahia e no Nordeste. Esse resultado tem sido alcançado com o apoio da BAMIN por meio do Projeto Transformar, iniciativa de fortalecimento de associações e cooperativas nas proximidades da Mina Pedra de Ferro e que é executada pela empresa 3º Setor.

Com 43 beneficiários diretos no eixo de meliponicultura, a COOPMEL vem ampliando a geração de renda e o desenvolvimento produtivo no território. Atualmente no terceiro ciclo do Projeto Transformar, o avanço é significativo, com a expansão das colônias ativas de 796 para 2.840.

O fortalecimento da produção também é resultado da ampliação da capacidade instalada. Nesse sentido, a BAMIN contribuiu de forma decisiva ao viabilizar a aquisição de 1.200 caixas para manejo das colmeias, o que permitiu aumentar o potencial produtivo e oferecer melhores condições para o trabalho dos apicultores locais.

Os resultados são expressivos. Na safra atual, a produção já ultrapassa 700 quilos de mel de abelha Jataí, um salto em relação aos 180 quilos registrados em 2022. No mesmo período, o faturamento bruto do meliponário mais que quintuplicou, evidenciando o fortalecimento da atividade e a ampliação das oportunidades econômicas para as famílias envolvidas.

Com estrutura fortalecida e produção em expansão, a COOPMEL amplia sua presença no mercado nacional, levando seu mel para diferentes regiões do país e consolidando o trabalho desenvolvido no âmbito do Projeto Transformar, como explica a coordenadora de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias. “Nos orgulhamos em fazer parte dessa história de crescimento, contribuindo para fortalecer a produção local, ampliar oportunidades e construir um legado para as comunidades envolvidas”, completou a gestora.

Outro avanço importante está na qualificação do processo produtivo. O Projeto Transformar apoiou a cooperativa com a entrega de 50 bombonas destinadas à maturação do mel. O processo garante controle de umidade, estabilização do produto após a colheita e melhora da conservação, assegurando padrão de qualidade e ampliando a capacidade de processamento.

O crescimento também se reflete na diversificação das espécies manejadas, que além da Jataí incluem Mandaguari, Mandaçaia, Mocinha Preta, Iraí e Mirim, agregando valor à produção.

 Mulheres da comunidade de Aritaguá estão ampliando suas possibilidades de geração de renda a partir do cacau. A Oficina Produtiva de Geração de Renda com Derivados de Cacau, promovida pela BAMIN, nesta segunda, 27, reuniu participantes do Subprograma de Reassentamento Rural em uma iniciativa voltada ao protagonismo feminino e ao fortalecimento da autonomia econômica no contexto rural.

A ação teve como principal objetivo capacitar mulheres para o beneficiamento do cacau, agregando valor à produção agrícola das famílias reassentadas e criando oportunidades de renda. A iniciativa surgiu a partir da escuta ativa das demandas das próprias comunidades, que apontaram a necessidade de diversificar as fontes de sustento e potencializar o uso do cacau produzido na região. Nesse contexto, a oficina também integra estratégias mais amplas de recomposição dos meios de subsistência de produtores reassentados e economicamente deslocados.

Na prática, a oficina foi estruturada de forma integrada, combinando conteúdos teóricos e atividades práticas, além da valorização dos saberes tradicionais das participantes. Inicialmente, foram abordados aspectos sobre a origem do cacau e as diferenças entre o cacau comum e o cacau fino de aroma, destacando as diferenças de valor de mercado. Em seguida, houve uma reflexão sobre o papel das mulheres na cadeia produtiva, reconhecendo sua atuação desde o cultivo até a comercialização.

A etapa de transformação apresentou técnicas de beneficiamento e a produção de derivados com alto valor agregado, como nibs, geleias e licores. As participantes também acompanharam uma aula prática de produção de chocolate caseiro, com demonstração detalhada e orientações sobre custos, precificação e margem de lucro, aproximando o conhecimento técnico da realidade econômica local. A oficina incluiu ainda orientações sobre acesso ao mercado, estratégias de comercialização e fortalecimento da identidade dos produtos.

O público-alvo da ação foi composto por mulheres direta e indiretamente beneficiadas pelo Subprograma de Reassentamento Rural, incluindo pescadoras e marisqueiras, fortalecendo a inclusão produtiva em diferentes frentes da economia local.

De acordo com a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo, a iniciativa representa um passo importante para a autonomia das participantes. “Ao investir na capacitação das mulheres e no beneficiamento do cacau, conseguimos ampliar as possibilidades de geração de renda e fortalecer o protagonismo feminino. É uma ação que conecta o conhecimento técnico com a realidade das comunidades, criando caminhos concretos para o desenvolvimento sustentável”, destaca.

A capacitação em derivados de cacau contribui diretamente para o fortalecimento da economia local ao transformar a matéria-prima em produtos com maior valor de mercado, ampliando a margem de lucro das famílias e incentivando o empreendedorismo.

A ação foi realizada pelo Subprograma de Reassentamento Rural, em articulação com o Programa de Apoio ao Empreendedorismo, que apresentou a Incubadora Social do Porto Sul como uma oportunidade para as participantes interessadas em desenvolver produtos e estruturar seus próprios negócios no futuro. A iniciativa também contou com a interface do Programa de Comunicação e Interação Social, que abordou a temática da violência contra a mulher, ampliando o alcance social da atividade e promovendo um espaço de diálogo e conscientização.

 

A BAMIN lançou, no dia 17, em Barra do Rocha, a terceira edição do Trilhos do Desenvolvimento. A iniciativa é voltada ao fortalecimento das comunidades ao longo do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1) e reúne ações de educação, diálogo e mobilização social. O lançamento contou com 50 estudantes do Ensino Médio e do curso técnico de Agroecologia do Colégio Estadual Antônio Mota Bittencourt.

A ação integra o Programa de Educação Ambiental da FIOL 1 e prevê uma série de encontros com especialistas. A proposta é levar temas ligados à realidade local para estudantes do ensino médio em municípios dos quatro lotes da ferrovia.

Em Barra do Rocha, a temática foi Agroecologia, em função da atividade agrícola do município. A condução ficou a cargo de Luciano Souza, graduando na área e agente cultural. Ele já integrou iniciativas da empresa, como o RIOLESC e o próprio Trilhos, e, nesta edição, retornou como facilitador, para contar a sua experiência no Sítio Véi Chico.

Na apresentação, foram abordados conceitos da agroecologia e a relação entre produção rural, aspectos sociais, econômicos e ambientais. Os alunos levantaram questões sobre mercado de trabalho, atuação na região, técnicas de plantio e produção de alimentos orgânicos.

“Participar do Trilhos em 2024 foi um marco na minha trajetória, com atuação na criação do projeto Primeira Arroba, em Uruçuca”, afirmou Luciano Souza sobre a vivência no projeto. “Voltar em 2026, agora como palestrante, tratando da agroecologia a partir da minha vivência no Sítio Véi Chico, tem um significado especial. É uma forma de compartilhar um modelo de produção de alimentos, geração de renda e preservação cultural ligado ao modo de vida no campo”, complementou.

O próximo encontro do Trilhos do Desenvolvimento será em maio, em Jequié, no Colégio Navarro de Britto, com alunos do curso técnico de Mineração e a temática escolhida é sobre os processos técnicos e operacionais de uma mina.

Para o coordenador de Relacionamento com Comunidades da BAMIN, Ramon Chalhoub, levar o diálogo para as escolas integra o compromisso da empresa com as comunidades ao longo da FIOL 1. “O Trilhos do Desenvolvimento é importante por conectar conhecimento e território, aproximando os estudantes de temas ligados à realidade local e às oportunidades da região”, concluiu.

 

 

A BAMIN lançou no último dia 17 a programação da terceira edição do Projeto Biomas da Nossa Terra, que em 2026 tem como tema “Poesia Trilhada”. O encontro foi em formato online e marcou o início de um novo ciclo de atividades voltadas à educação ambiental e à valorização cultural nos municípios ao longo do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1).

Durante o lançamento, foram apresentadas as diretrizes institucionais e pedagógicas do projeto, além de uma introdução aos biomas brasileiros e à literatura de cordel, que orienta a proposta deste ano. Na ocasião, também foi realizada a Formação de Professores e Oficineiros, etapa essencial para preparar os facilitadores que irão conduzir as atividades nos territórios.

Desenvolvido no âmbito do Programa de Educação Ambiental da ferrovia, o Biomas da Nossa Terra promove a integração entre educação, meio ambiente e cultura, com foco em estudantes de 11 a 15 anos. A iniciativa busca sensibilizar os participantes sobre a preservação dos biomas Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura local, fortalecendo o senso de pertencimento e a construção coletiva do conhecimento.

Neste ano, o projeto ganha uma nova abordagem ao utilizar a poesia, especialmente a literatura de cordel, como ferramenta de aprendizagem e engajamento. A proposta é estimular a criatividade dos estudantes e ampliar a conexão entre os conteúdos ambientais e a cultura regional, tornando o processo educativo mais dinâmico e significativo.

A programação segue ao longo do mês de maio com oficinas presenciais em escolas públicas de quatro municípios. Em Itagi, as atividades acontecem nos dias 5, 12 e 19; em Contendas do Sincorá, nos dias 7, 14 e 21; em Itagibá, no distrito de Japumirim, nos dias 8, 15 e 22; e em Caetité, nos dias 9, 16 e 23. Ao todo, a expectativa é atender cerca de 120 estudantes, que participarão de etapas que vão desde o aprendizado sobre os biomas até a produção de poesias autorais, culminando no Sarau dos Biomas.

 

 

Na última semana, a BAMIN participou do 8º Seminário de Sexualidade da Escola Municipal de Sambaituba, com a realização de uma palestra pedagógica voltada à prevenção e ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. A atividade reuniu cerca de 50 participantes, entre estudantes adolescentes e profissionais da escola, incluindo direção, professores, monitores, merendeiras, equipe administrativa, porteiros e colaboradores da limpeza, fortalecendo o diálogo coletivo sobre a proteção de crianças e jovens nos mais diversos espaços.

Como convidada, a companhia contribuiu com uma oficina temática de abordagem educativa e prática, conduzida pela assistente social Adriana Paula Montenegro Cintra, especialista em Saúde Pública e Direito Previdenciário. A programação incluiu exposições dialogadas e orientações sobre identificação de sinais de violência, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e HIV/aids, além de caminhos adequados para acolhimento e denúncia. A ação integra o compromisso da BAMIN com o desenvolvimento social nas comunidades do entorno de suas operações, por meio da promoção de informação qualificada, acessível e segura.

A iniciativa foi articulada de forma integrada entre os programas de Educação Ambiental com as Comunidades, de Reorientação da Atividade Turística do Litoral Norte de Ilhéus, de Prevenção à Exploração Sexual do Porto Sul e de Comunicação e Interação Social, que atuam no fortalecimento comunitário, educação ambiental e promoção de direitos. A parceria potencializa o alcance das ações e contribui diretamente para o fortalecimento das redes de proteção a crianças e adolescentes, ao incentivar a conscientização, o autocuidado e a identificação de situações de risco.

Por meio de iniciativas como essa a BAMIN chama a atenção para a importância da formação integral dos estudantes, estimulando autonomia, senso crítico e ambientes escolares mais seguros e acolhedores. A expectativa é que a atividade contribua para ampliar o acesso à informação, fortalecer a rede de proteção local e gerar impactos positivos não apenas na escola, mas também nas famílias e na comunidade de Sambaituba.

“Acreditamos que a informação é uma ferramenta essencial de proteção. Ao participar de espaços como o Seminário de Sexualidade, conseguimos contribuir para o fortalecimento das redes de cuidado e proteção no território, levando orientações que ajudam a identificar situações de risco e a promover o autocuidado. Nosso objetivo é apoiar iniciativas que gerem impacto positivo duradouro, especialmente na vida de crianças e adolescentes, fortalecendo a atuação conjunta entre escola, comunidade e instituições”, explica a analista de relacionamento com a comunidade da BAMIN, Sandra Argolo.

A valorização dos conhecimentos tradicionais ganhou espaço em mais uma ação do Programa de Comunicação e Interação Social do Porto Sul, com a realização da oficina de saberes ancestrais voltada ao uso de plantas medicinais. A atividade reuniu nesta quinta (15), 25 participantes no laboratório Luz da Lua em Serra Grande, Uruçuca.  A iniciativa da BAMIN, que tem como eixo a “Farmácia Viva”, promoveu um ambiente de troca entre o conhecimento dos povos originários e práticas orientadas pelo saber científico, reforçando a importância da preservação cultural e do cuidado integral com a saúde.

Durante a atividade, os participantes tiveram acesso a conteúdos que vão desde o cultivo e a colheita das plantas até o processamento, armazenamento e uso adequado dos fitoterápicos. A condução da oficina ficou a cargo da espagirista e herbalista Jean Carla, que destacou a importância do uso responsável das plantas medicinais, considerando aspectos como identificação correta, dosagem e possíveis contraindicações. A abordagem também integrou técnicas agroecológicas e evidências científicas, ampliando a segurança e a eficácia no uso desses recursos naturais.

A ação também se consolida como um espaço de fortalecimento da identidade cultural, ao reconhecer o valor dos saberes ancestrais como fundamentais para a conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável. Além disso, iniciativas como essa contribuem para a geração de renda e para a continuidade de práticas tradicionais nas comunidades.

A oficina foi recebida com entusiasmo pela comunidade indígena tupinambá, que participou ativamente das atividades e destacou a importância de compartilhar os aprendizados com outras aldeias, ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo a rede de conhecimento tradicional.

Para a analista de relacionamento com comunidades da BAMIN, Sandra Argolo, a ação reforça o compromisso da empresa com o respeito às culturas tradicionais e o desenvolvimento sustentável. “A iniciativa da Farmácia Viva foi pensada como um espaço de diálogo entre o conhecimento ancestral dos povos originários e o saber científico, promovendo a valorização de saberes muitas vezes esquecidos e o uso seguro de plantas medicinais”, destaca a profissional, reforçando ainda, que ao incentivar essa troca, a companhia contribui para a preservação desses conhecimentos entre gerações e para o fortalecimento da autonomia das comunidades no cuidado com a própria saúde. “Integrar práticas tradicionais ao contexto atual é fundamental para promover o bem-estar de forma mais humana, respeitando adiversidade cultural e ampliando o acesso ao cuidado, especialmente em áreas rurais”, finaliza Sandra.

Reforçando o compromisso com a saúde, a segurança e o bem-estar das comunidades vizinhas, a BAMIN retomou, no mês de abril, a campanha de prevenção a acidentes domésticos nas zonas rurais de Pindaí e Caetité. A ação, conduzida pela equipe de Relacionamento com Comunidades do Programa de Comunicação Social, integra as iniciativas do Abril Verde e deve alcançar aproximadamente mil moradores em 11 comunidades da região.

A estratégia de mobilização porta a porta tem como foco orientar a população sobre riscos comuns dentro de casa, muitas vezes subestimados, mas que podem provocar consequências graves. Durante as visitas, são abordados temas como quedas, queimaduras, intoxicações e choques elétricos, ocorrências frequentes, sobretudo entre crianças e idosos.

Com uma linguagem acessível e próxima da realidade das famílias, a equipe destaca que a maioria desses acidentes pode ser evitada por meio de medidas simples no dia a dia. Entre as recomendações estão manter produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance das crianças, instalar protetores em tomadas, fixar tapetes e redobrar a atenção ao manusear objetos cortantes ou quentes. Também são reforçadas orientações sobre a importância de ter um kit de primeiros socorros disponível e manter à mão contatos de emergência, como SAMU e Corpo de Bombeiros.

A iniciativa tem sido bem recebida pelas comunidades. A agente comunitária de saúde da localidade de Novo Horizonte e adjacências, Jilene Aparecida Coelho destacou a relevância da campanha e a necessidade de sua continuidade. “Ações como essa contribuem diretamente para ampliar a conscientização e fortalecer a cultura de prevenção entre os moradores”, afirmou.

Ao levar informação e incentivar práticas seguras, a campanha reafirma que investir em prevenção é cuidar da vida. Afinal, promover um ambiente doméstico mais seguro é também garantir mais tranquilidade e qualidade de vida para toda a família.

Ilhéus, cidade do Porto Sul da BAMIN, se prepara para uma de suas celebrações mais tradicionais: a Festa de São Jorge, padroeiro do município. Celebrado em 23 de abril, o dia é feriado municipal e altera a rotina local, com comércio e serviços adaptados à agenda festiva. A data mobiliza moradores e visitantes em torno da manifestação, um convite a conhecer um patrimônio cultural da cidade.

A programação tem início às 7h do próprio dia 23, com a missa das intenções na Igreja Matriz de São Jorge. Em 2026, a celebração marca também os 470 anos da paróquia dedicada ao padroeiro, uma das mais antigas do Brasil. Ao longo do dia, momentos de oração e a tradicional procissão pelas ruas do Centro Histórico reúnem fiéis. As celebrações integram um ciclo que começa no dia 14, com novenas que preparam a comunidade para a data principal.

A festa em honra a São Jorge, conhecido como o “Santo Guerreiro”, tem origem na tradição portuguesa do período colonial, quando localidades eram nomeadas sob a proteção de santos. Em Ilhéus, essa devoção remonta à fundação da cidade e à formação da capitania hereditária, consolidando São Jorge como referência religiosa e histórica.

A celebração reúne diferentes grupos sociais e mantém práticas religiosas e culturais no centro da cidade. A imagem antiga do santo, esculpida em madeira, segue como ponto de devoção, atraindo fiéis de diversas regiões.

A festa também incorpora elementos de matriz africana. No sincretismo religioso, São Jorge é associado a Ogum, ou, em tradições baianas, a Oxóssi, orixás ligados à guerra, à proteção e aos caminhos. Essa relação se expressa na presença de diferentes práticas durante a celebração.

A festa do padroeiro mantém viva a tradição cultural de Ilhéus e é um convite a acompanhar de perto uma das riquezas do calendário local. Salve Jorge!

Fotos: Wikipedia e Portal Católico

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